O QUE SIGNIFICA Escatologia?
Escatologia é a parte da teologia que estuda a respeito da doutrina das últimas coisas, do fim dos tempos, da volta de Cristo. Ou seja, é uma das mais curiosas doutrinas, visto que todos nós temos a curiosidade de saber a respeito de como será o fim desta era e início da outra, bem como, de como nós ficaremos com relação a essa questão.
Dentro da escatologia, de forma resumida, se estuda a respeito da segunda vinda de Jesus Cristo, da ressurreição final (que é a volta à vida de todos os mortos), do juízo final (julgamento de Deus) e também a respeito do céu e do inferno.A escatologia é dividida em dois pontos principais:
A escatologia geral. Que trata a respeito daquilo que, de forma geral, diz respeito a todos os homens. Aqui se estuda: O retorno de Cristo, ou seja, Sua segunda vinda, a ressurreição geral de todas as pessoas, o grande julgamento, a consumação do reino e a condição final dos salvos e dos não salvos.
Algumas perguntas são respondidas nesse ponto: Quais os sinais que precedem a segunda vinda de Jesus Cristo? Como será o julgamento final? Como se dará a ressurreição de todos os mortos? Como será o arrebatamento? De que forma Deus julgará as pessoas? Dentre outras.
A escatologia individual. Essa é focada na pessoa e na sua condição. É estudado aqui a respeito da morte física e o que acontece com a pessoa entre essa morte e o dia do juízo final. Também é estudado a respeito da imortalidade da alma.
Algumas perguntas são respondidas nesse ponto: o que acontecerá com quem estiver vivo quando da volta de Jesus Cristo? Quem já morreu vai para algum lugar específico ou já vai para o céu ou para o inferno? A pessoa fica dormindo ou fica consciente? A alma dos não salvos morrerá? Dentre outras.
Todas estas questões, e outras relacionadas às últimas coisas, compõem a matéria chamada escatologia.
O que significa holocausto?
Holocausto é uma palavra que nos remete ao tempo da antiga Aliança feita por Deus com Moisés e com o povo de Israel no Antigo Testamento. Dessa aliança sugiram diversas leis dadas por Deus para que o povo fosse santo. Várias dessas leis falavam acerca de sacrifícios de animais ordenados por Deus para fins específicos (para perdão de pecados, para gratidão, para purificação, etc.). Naquela época, por exemplo, Deus ordena que se sacrifiquem animais pelo pecado do ser humano; esses animais seriam substitutos do ser humano e, assim, ele seria perdoado.
“Quando alguma pessoa pecar, e cometer ofensa contra o SENHOR (…) por sua oferta pela culpa, trará, do rebanho, ao SENHOR um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para a oferta pela culpa; trá-lo-á ao sacerdote, E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada.” (Lv 6. 2, 6, 7)
O holocausto é uma das formas de se fazer sacrifícios de animais no Antigo Testamento. Alguns sacrifícios deveriam ser feitos em forma de holocausto. No holocausto, o animal era queimado sobre um altar em oferta ao Senhor. Normalmente eram queimados animais de gado (bois, ovelhas, bodes, etc.). Os mais ricos tinham essa possibilidade. Também eram oferecidos holocaustos de aves (pombas, rolinhas, etc.). Os mais pobres traziam essas ofertas, pois estavam dentro das suas possibilidades financeiras.
“e disse a Arão: Toma um bezerro, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto, ambos sem defeito, e traze-os perante o SENHOR.” (Lv 9. 20)
“Se a sua oferta ao SENHOR for holocausto de aves, trará a sua oferta de rolas ou de pombinhos.” (Lv 1. 14)
Em geral, as ofertas trazidas perante Deus deveriam custar algo àquele que a trazia. A oferta em si não era o mais importante, mas a mudança que acontecia no coração das pessoas. Oferta sem mudança de coração não valia de nada. Por isso, o salmista reflete:
“Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores. Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.”
(Sl 51. 15-17)
Se você quiser saber mais sobre as leis de sacrifícios no Antigo Testamento, leia os primeiros capítulos do livro de Levítico.
O que significa hebreus, israelitas e judeus?
Essas três palavras confundem muitos estudantes da Bíblia, principalmente aqueles que estão iniciando. Na verdade os três termos correspondem ao mesmo povo. Hebreus, israelitas e judeus são nomes dados ao povo que na Bíblia é descrito como povo “escolhido de Deus”. Alguns homens que conhecemos bastante fizeram parte desse povo: Abraão, Moisés, Davi e até Jesus. Bom, vamos então explicar com um pouco mais de detalhes cada uma das expressões:
Hebreus: É uma designação que se aplica a Abraão e seus descendentes. Abraão foi quem deu início a esse povo. A primeira pessoa a ser chamada de hebreu na Bíblia foi Abraão. “Porém veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu…” (Gn 14. 13).Até o momento em que Deus mudou o nome de Jacó, filho de Isaque, esse povo (ainda pequeno) era chamado de hebreus.
Israelitas: Após o encontro de Jacó, filho de Isaque, com Deus, Este lhe mudou o nome para Israel, e a partir daí esse povo também começou a ser chamado de israelitas. Isso se deu com os descendentes dos 12 filhos de Israel (Jacó), que geraram as famosas 12 tribos de Israel. Até aqui existem dois nomes para o mesmo povo (hebreus e israelitas).
Judeus:Muito tempo se passou e depois que o povo (hebreu/israelita) voltou do cativeiro, a maioria dos que voltaram era da tribo de Judá, e ficou coerente chamar esse povo de judeus. O termo “judeus” também é usado para designar os seguidores do judaísmo.
Hoje, os descendentes que ainda restam desse povo são comumente chamados de judeus. Os nomes hebreus e israelitas são pouco usados em nosso tempo.
O que significa A circuncisão?
A circuncisão foi instituída por Deus nos tempos de Abraão. Circuncisão era a cerimônia onde era cortada a pele que cobre a cabeça do órgão genital masculino, também chamada de prepúcio. Algo bem parecido com a cirurgia de fimose realizada em nossos tempos. Era realizada nos meninos ao oitavo dia de vida.
“Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. O que tem oito dias será circuncidado entre vós” (Gn 17. 10-12)
Seu significado era bem mais profundo do que um corte visível feito na carne. A circuncisão mostrava que aquela criança fazia parte da aliança de Deus feita com o povo de Israel.
A circuncisão também era realizada nos escravos que não tinham o sangue Israelita, mas que faziam parte do povo. “todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua.” (Gn 17. 12-13)
No Novo Testamento, a palavra circuncisão era usada para apontar para aqueles que eram Israelitas (judeus). O termo, porém, ganha um significado mais profundo nas cartas de Paulo, onde ele introduz o conceito de “circuncisão do coração”, que significa uma conversão genuína, baseada na fé e na obediência a Jesus Cristo. Deus não requer mais de nós um sinal feito na carne, mas sim um sinal feito no coração de homens e mulheres.
“Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer...” (Rm 2. 29)
Com o lançamento da minisérie de TV sobre Sansão e Dalila, algumas peculiaridades dessa história e das personagens vieram à tona. Nessa história bíblica, vemos que havia um homem chamado Manoá, cuja mulher não podia ter filhos. Um anjo aparece a esta mulher e diz: “Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho.” (Jz 13. 3). O menino que nasceu dessa promessa é o mais famoso "nazireu" da Bíblia.
Seu significado era bem mais profundo do que um corte visível feito na carne. A circuncisão mostrava que aquela criança fazia parte da aliança de Deus feita com o povo de Israel.
A circuncisão também era realizada nos escravos que não tinham o sangue Israelita, mas que faziam parte do povo. “todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe. Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua.” (Gn 17. 12-13)
No Novo Testamento, a palavra circuncisão era usada para apontar para aqueles que eram Israelitas (judeus). O termo, porém, ganha um significado mais profundo nas cartas de Paulo, onde ele introduz o conceito de “circuncisão do coração”, que significa uma conversão genuína, baseada na fé e na obediência a Jesus Cristo. Deus não requer mais de nós um sinal feito na carne, mas sim um sinal feito no coração de homens e mulheres.
“Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer...” (Rm 2. 29)
O que significa nazireu e nazireado?
Com o lançamento da minisérie de TV sobre Sansão e Dalila, algumas peculiaridades dessa história e das personagens vieram à tona. Nessa história bíblica, vemos que havia um homem chamado Manoá, cuja mulher não podia ter filhos. Um anjo aparece a esta mulher e diz: “Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho.” (Jz 13. 3). O menino que nasceu dessa promessa é o mais famoso "nazireu" da Bíblia.
Esse menino prometido é justamente Sansão. O anjo, porém, explica a mulher que esse menino que nasceria deveria ser um nazireu. “...porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe...” (Jz 13. 5)
Nazireu é o nome dado a pessoa que fez um voto (uma promessa) que na Bíblia é chamado [voto de nazireado]. Esse voto que se fazia a Deus, foi descrito de forma detalhada em Números 6. 1-21. Abaixo os detalhes do que a pessoa que fez esse voto não podia fazer:
- Terá que se abster de vinho e de outras bebidas fermentadas; (Nm 6. 3 - NVI)
- Não poderá beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida fermentada; (Nm 6. 3 - NVI)
- Não poderá beber suco de uva nem comer uvas nem passas; (Nm 6. 3 - NVI)
- Não poderá comer nada que venha da videira, nem mesmo as sementes ou as cascas; (Nm 6. 4 - NVI)
- Durante todo o período de seu voto de separação, nenhuma lâmina será usada em sua cabeça; (Nm 6. 5 - NVI)
- ...Não poderá aproximar-se de um cadáver. Mesmo que o seu próprio pai ou mãe ou irmã ou irmão morra. (Nm 6. 6-7 - NVI)
Esse é o voto de nazireado. Sansão, um nazireu, quebrou todas as proibições exigidas pelo voto e, por isso, foi reprovado por Deus.
O que significa onisciente, onipresente e onipotente?
Antes de expor o significado e aplicação destas palavras na doutrina bíblica, vamos entender o que quer dizer cada uma delas. Cada uma destas palavras é iniciada pelo prefixo “oni” (onisciente, onipresente, onipotente). O prefixo “oni” significa “todo”. Assim, temos:
- Onisciente: Aquele que possui todo o conhecimento, toda a ciência.
- Onipresente: Aquele que está presente em toda parte.
- Onipotente: Aquele que pode todas as coisas.
Fica claro pela análise do significado destas palavras, que só há um que se encaixa plenamente em seus significados: Deus! E é justamente assim que Deus se revela na Bíblia. Um Deus que tem o conhecimento de tudo, portanto onisciente; um Deus que está em todos os lugares, portanto onipresente; um Deus que pode tudo, portanto onipotente.
Vejamos alguns dos textos bíblicos que mostram estes atributos de Deus:
Atributo da onisciência:
“O além e o abismo estão descobertos perante o SENHOR; quanto mais o coração dos filhos dos homens!” (Pv 15. 11). Este é apenas um texto que mostra que nada escapa ao conhecimento de Deus, nem o que acontece aparentemente longe (além, abismo), nem o que acontece aparentemente perto (dentro do coração do homem)
Atributo da onipresença:
“Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o SENHOR, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR.” (Jr 23.23-24). Claramente vemos que não há como escapar da presença de Deus. Ele está em todos os lugares. Nem o melhor esconderijo seria capaz de estar afastado da sua ciência e da sua presença. Deus vê tudo!
Atributo da onipotência:
“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.” (Mt 19. 26). Não há tarefa que seja difícil para Deus. Difícil, impossível, não dá, não consigo, não posso, são palavras e expressões que não fazem parte do dicionário de Deus, mas do nosso.





